Pilates no tratamento da esclerose múltipla

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A esclerose múltipla é uma doença do sistema nervoso de causa ainda desconhecida, que atinge, principalmente, as mulheres mais jovens, entre 20 e 35 anos. E existem mais de 30 mil pessoas com esclerose múltipla no Brasil.

De acordo com o neurologista André Felicio, do Hospital Israelita Albert Einstein (SP), várias regiões do sistema nervoso podem estar envolvidas no desenvolvimento da doença, causando transtornos visuais, formigamentos e fraqueza muscular, falta de coordenação motora, tremores, incontinência urinária e alterações de sensibilidade. Um dos exames para o diagnóstico é a ressonância magnética.

A doença pode tornar as atividades do dia a dia um desafio para muita gente. Mas o neurologista acredita que os exercícios físicos focados na reabilitação podem ajudar os pacientes a evitar a progressão da doença. Um deles é o Pilates.

MAS COMO O PILATES PODE AJUDAR?

O Pilates melhora a respiração e a circulação, diminuindo inchaços. Além disso, ele promove a manutenção da força muscular e da mobilidade, aumenta a flexibilidade e, em alguns casos, pode agir no tratamento de incontinências. Toda pessoa com esclerose pode praticar o Pilates, não importa a severidade da sua incapacidade funcional ou de habilidade. A restrição só se aplica nos casos em que há alterações cognitivas.

Porém, é preciso ter cuidado com as limitações do paciente. De forma geral, é comum que durante as aulas eles tenham fadiga por falta de força muscular, espasticidade (corpo pesado), falta de coordenação e equilíbrio. O trabalho no Pilates deve ser de forma progressiva, intensificando aos poucos a precisão dos movimentos.

VIDA SAUDÁVEL

Mesmo com as limitações da esclerose, existem algumas estratégias que ajudam o paciente a se manter móvel, produtivo e independente. Os alongamentos, que podem ser feitos em casa (deitado na cama ou colchonete), exercícios aeróbicos de baixo impacto, como caminhada, sempre com acompanhamento. Além dos cuidados com a postura no dia a dia. É preciso orientar os familiares em relação às atividades diárias. Quanto mais o paciente estimular, maior será sua independência.

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