O estresse e a máquina de moer alunos do ensino superior: Vamos repensar nossa política educacional?

Páginas populosas de universitários nas redes sociais e memes que viralizam fazendo humor com a sobrecarga de trabalho a que este grupo é submetido, principalmente na época de provas e entregas de trabalho. As brincadeiras tentam cumprir um papel de válvula de escape para a tensão. Mas a despeito delas, o estresse pode ser um problema sério na vida de quem estuda.

Pesquisas sobre o tema apontam quase a totalidade de estudantes como portadores de alguma forma de exaustão, o que pode afetar muito mais que somente seu desempenho acadêmico, como também levar a pessoa a desistir do curso e ter problemas para realizar atividades simples de rotina.

Em 28 julho de 2017 postamos um trabalho realizado pelo Fisioterapeuta e também estudante de Psicologia Felipe Morettir, para o jornal da USP sobre os problemas que o estresse e a pressão sofrida dentro das Universidades podem causar nos alunos. Abaixo segue o link de seu trabalho completo com maiores detalhes e informações sobre essa problemática.

http://www.revistapsicopedagogia.com.br/detalhes/536/o-estresse-e-a-maquina-de-moer-alunos-do-ensino-superior–vamos-repensar-nossa-politica-educacional-

Fibromialgia : O impacto que a descrença pode causar nos indivíduos

Há algum tempo tenho percebido o quanto a Fibromialgia tem afetado a vida de milhares de pessoas. Acompanhando alguns casos no estágio que estou realizando, notei que essas dores são bem mais graves do que imaginava. Presenciei casos onde pacientes quase não conseguiam falar claramente por conta de tanta dor; outros, com uma enorme dificuldade no andar, na locomoção. Ou seja, um impacto grande na vida e na rotina diária daqueles que a vivenciam. Mas o que realmente é a Fibromialgia?

Através de algumas pesquisas realizadas me deparei com um artigo de Felipe Moretti que cita uma das primeiras definições feitas pelo Colégio Americano de Reumatologia em 1990 (Wolfe & cols., 1990), ano em que se consolidaram os primeiros critérios diagnósticos da síndrome. Em seu artigo ele cita que a Fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dor musculoesquelética crônica e difusa, com sítios dolorosos específicos à palpação (os denominados tender points); sendo geralmente uma dor generalizada pelo corpo, com hipersensibilidade em pelo menos onze de dezoito pontos específicos (os tender points) que estão espalhados por regiões padronizadas. Estes critérios foram reformulados em 2010, mas geralmente a dor é um dos principais sintomas, ocorrendo do lado esquerdo e direito do corpo, acima e abaixo da cintura e no esqueleto axial.A dor costuma ser crônica, ou seja, ocorre há mais de três meses; mas muitos dos pacientes demoram anos até receber o diagnóstico.

Freqüentemente estes pacientes apresentam fadiga e distúrbios do sono. Outros sintomas que costumam estar associados à síndrome são: parestesia, dificuldade de memorização, cefaléia crônica, depressão, ansiedade, irritabilidade, fadiga, sensação de inchaço, palpitação, tontura, dor torácica, zumbido, epigastralgia, dispnéia, enjôo, dificuldade de digestão, fenômeno de Raynauld, dismenorréia e cólon irritável. A ocorrência desses sintomas é variada entre os estudos (Helfenstein&Pollak, 2002; Riberto & cols., 2002; Burckhardt, 2002) e trazem grande sofrimento aos portadores da doença.

Além desses sintomas, a pessoa portadora da síndrome, sofre com a falta de compreensão e o julgamento de alguns profissionais da saúde, familiares e amigos no geral. Essa descrença pode causar no individuo uma tormenta maior, contribuindo negativamente e agravando ainda mais o quadro do paciente, que acaba por se questionar se tudo o que está vivendo e sentindo é real ou apenas fruto de um quadro psicológico. A falta de informação e divulgação sobre o problema também influencia de forma negativa, pois não se tem falado muito a respeito do assunto, que ganhou uma visibilidade maior recentemente, após a declaração da cantora Lady Gaga.

Meu intuito com esse texto é despertar nas pessoas uma visão mais sensível e humana a respeito da Fibromialgia. Durante o acolhimento destes pacientes que tenho feito, por telefone, e-mail e até antes das sessões na recepção, pude notar um alivio e também uma esperança nos portadores da síndrome pelo simples olhar mais atento, preocupado e por uma interação empática. Muitos deles precisavam apenas falar sobre os seus problemas, sem receber críticas e julgamentos. Queriam compartilhar da sua dor e expressar como se sentiam e o quanto estavam cansados e maltratados pelos sintomas da Fibromialgia – também pelo cepticismo do outro. Costumo dizer que toda batalha se torna mais fácil quando se tem aliados em quem possamos confiar e contar. Até porque esse duelo pode durar e persistir por muitos anos.. Assim como uma montanha russa, a Fibromialgia, causa no portador momentos de melhoras e pioras, altos e baixos, por isso o apoio e a complacência são tão significativos para esses pacientes. Lembrando que não estou falando aqui de ter dó, e sim um abarcamento e principalmente respeito pelo individuo que sofre com essa síndrome. É ter mais versatilidade, docilidade e compreensão sobre esse mal que tem afetado homens e mulheres.

Trago aqui uma reflexão para que os indivíduos tenham conhecimento do impacto causado pelas dores crônicas na vida dessas pessoas e também uma ressalva do quanto para esses pacientes é importante à compreensão do outro. Em uma jornada virtual, da qual tive a oportunidade de participar realizada no mês de junho, percebi que além das informações cedidas sobre o assunto e as atividades propostas pelos profissionais convidados, o que ajudou muito e contribuiu para o conforto e tranqüilidade desses pacientes, foi à oportunidade de expor, de trocar e compartilhar suas experiências e angustias vividas entre eles. Essas pessoas tiveram a chance de conhecer outros cidadãos com a Fibromialgia, as suas histórias de vida e as inúmeras possibilidades que cada um desenvolveu para amenizar as terríveis dores.

Toda essa interação gerou e promoveu uma vivencia benéfica a todos os envolvidos, desde os pacientes aos profissionais que colaboraram para que esse trabalho fosse efetivado. É essa consciência que por meio deste texto venho despertar, tanto dos profissionais da área da saúde quanto dos indivíduos no geral, para que conheçam melhor algumas das queixas dos portadores de Fibromialgia, e compreendam o quanto é importante para esses pacientes o acolhimento, a hospitalidade e o respeito. O julgamento e a humilhação sofrida por estas pessoas através de palavras que o ridiculariza é a pior das dores que eles podem sentir.

Autor: Thiago Lessa (Estudante e estagiário de Psicologia)

Educação e Fibromialgia

A educação em saúde é um processo dinâmico, no qual se pretende que as pessoas considerem a saúde como um valor, incentivando a utilização de serviços de saúde, bem como estimulando as pessoas a conseguirem saúde através de seus próprios esforços e ações (Dily, 1995; Silva, 1994). A educação em saúde é qualquer atividade relacionada com o aprendizado e é desenvolvida, geralmente, através do
aconselhamento interpessoal, em locais como consultórios, escolas, entre outros, assim como através da comunicação (Buss, 1999; Buss, 1998). Os profissionais que atuam nos serviços de saúde pública e privada devem estar capacitados a atuar em programas de promoção da saúde, onde a educação é um ponto chave (Candeias, 1997; Lobo, 1995).
Segundo Marques (2006), diversos autores salientam a importância dos processos educativos na fibromialgia. A autora diz que o processo educativo deve constituir-se de orientações para uma adequação dos exercícios físicos – que devem ser incorporados aos hábitos diários -, programas de auto manejo da doença, de encorajamento e conhecimento da síndrome.

Quanto ao programa de exercícios para fibromialgia, Rosen (1994) ressalta a importância de se estabelecer um programa de atividades para o paciente realizar em casa, como suplemento do tratamento. Dessa forma, incentiva-se o estilo de vida mais participativo e funcional, contribuindo para restabelecer a flexibilidade física e emocional do paciente.

Já quanto aos programas de auto manejo da fibromialgia, Sandstrom e Keefe (1998) enfatizam as estratégias de “coping”, utilizando-se de técnicas de relaxamento e resolução de problemas, além do já frisado ensinamento de como desenvolver as atividades físicas com autonomia.

Pridmore e Rosa (2001) também enfatizam a grande importância de combinar, nos programas educativos de fibromialgia, o ensinamento de técnicas de relaxamento, meditação, alongamento, reestruturação cognitiva, exercícios aeróbicos e educação do paciente e da família.

Apesar de uma vasta literatura apontar os benefícios da educação na fibromialgia, os estudos geralmente apresentam técnicas e metodologias muito distintas. É possível encontrar programas de educação para fibromialgia que variam de 4 semanas a um ano (Burckhardt e Bjelle, 1994). Além disso, a periodicidade dos encontros também varia muito – sendo comum frequências de uma vez por semana, mas também não raro duas ou até três vezes/semana.

A educação para fibromialgia muitas vezes é associada com intervenções como: exercícios físicos ou terapia cognitiva. Porém, essa associação apresenta resultados duvidosos quanto à superioridade em relação à somente educação (Sharla e cols., 2002; Burckhardt e cols 1994).

Rooks e equipe (2007) relatam, por exemplo, que os estudos que comparam exercício físico com educação ou a combinação entre eles, são poucos e incluem uma ampla variedade de intervenções, com resultados inconsistentes. Sendo assim, considera-se importante um esforço na tentativa de padronizar estratégias educacionais para Fibromialgia, principalmente no que tange a realidade brasileira, em que trabalhar com poucos recursos e com o paciente à frente da própria melhora pode ser fundamental.

Deixo aqui uma frase que gosto de mencionar, que diz: “conhecimento também é tratamento”.

Texto por: Felipe Moretti, que atua com pesquisas e atendimento à pacientes com fibromialgia há mais de 10 anos.

10 Benefícios da Psicoterapia

A Psicoterapia pode proporcionar para o individuo diversos benefícios, uma vez que o processo psicoterápico é diferente para cada pessoa, casal ou família. Nesse post trouxemos 10 vantagens em comum, retiradas do site Paradoxopsi, que a Psicoterapia pode oferecer ao indivíduo. São elas: Autoconhecimento, Conexão com a emoções, Regulação das emoções, Desenvolvimento de habilidades, Ressignificação de crenças, Desconstrução de mitos, Compreensão das relações, Avaliação de papéis, Abertura à mudança e Empoderamento. Confira a matéria completa no link abaixo.

https://www.paradoxopsi.com.br/single-post/2017/03/17/10-beneficios-da-psicoterapia

Psicoterapia: Saiba como ela pode ajudar você

A Psicoterapia tem como objetivo acolher o indivíduo que se encontra emocionalmente e psicologicamente desorganizado devido a uma problemática vivida, tanto no seu passado ou quanto no seu presente, não conseguindo muitas vezes prosseguir normalmente com a sua vida. Em alguns casos a pessoa acaba por desenvolver doenças patológicas, como a depressão por exemplo. A matéria abaixo, retirada do site Vivo Mais Saudável, traz uma explicação breve das diversas técnicas utilizadas pelo Psicólogo e a importância da Psicoterapia para os indivíduos. Foi-se o tempo de achar que Psicólogo só cuida de louco, estigma cultural impregnado na sociedade, que vem se desconstruindo a partir dos diversos trabalhos benefícios que este profissional vem promovendo com a sua atuação.

http://vivomaissaudavel.com.br/bem-estar/terapias/psicoterapia-saiba-como-ela-pode-ajudar-voce/

Confira os benefícios da acupuntura para saúde

A acupuntura é uma técnica milenar chinesa que tem ajudado muitas pessoas que sofrem de problemas como dores, insônia, stress, ansiedade, depressão, problemas imunológicos e hormonais, traumas em geral, problemas reumáticos entre outras problemáticas que o indivíduo enfrenta e não consegue alívio com procedimentos convencionais. Nesta matéria, retirada do site UOL (Página de Saúde), pesquisadores destacam os benefícios que a Acupuntura traz para a saúde das pessoas. Confira abaixo no link está reportagem!

http://noticias.ne10.uol.com.br/saude/noticia/2017/03/23/confira-os-beneficios-da-acupuntura-para-saude-669948.php

A Massoterapia e sua importância no tratamento de depressão

Massagem

A massagem sempre foi um dos meios mais naturais e instintivos de aliviar a dor e o desconforto. É comum verificar que quando uma pessoa tem músculos doloridos, dores abdominais, uma contusão ou um ferimento, o impulso instintivo é tocar e/ou esfregar essa parte do corpo para obter alívio.

O toque como método de cura parece ter inúmeras origens culturais e é provável que a massagem tenha começado quando habitantes das cavernas esfregavam suas contusões (FRITZ, 2001 p. 12).

A massagem terapêutica tem fortes raízes na medicina popular chinesa, mas também possui muitos aspectos em comum com outras tradições de cura, como a medicina indiana e a medicina persa. Acredita-se que a arte da massagem tenha sido mencionada pela primeira vez por escrito em cerca de 2760 a.C., no grande tratado de medicina chinesa conhecido como Nei Chang e desde cerca de 500 a.C. vem sendo pesquisada e descrita extensamente em livros.

A literatura médica egípcia, persa e japonesa está cheia de referências à massagem. O médico grego Hipócrates (460 a.C) advogava a massagem e os exercícios de ginástica constantemente em suas terapêuticas. Asclepíades, outro eminente médico grego, confiava exclusivamente na massagem em suas práticas (WOOD, 1984, p. 3).

Ao longo da história, a massagem foi usada como ferramenta terapêutica e seu valor foi reconhecido por múltiplas e variáveis culturas. A fundamentação fisiológica em suporte ao uso da massagem tem progredido, indo de puramente empírica até algo mais científico (CDOF, 2006).

Os métodos de massagem terapêutica são simples e eficientes para produzir respostas mediadas por meio do sistema nervoso, da interação com o sistema endócrino, do tecido conectivo e dos sistemas circulatórios. Técnicas de massagem terapêutica são capazes de substituir a farmacêuticas em casos de manifestações brandas de sintomas em determinadas disfunções. Como suplemento de ajuda à terapia medicamentosa pode reduzir as dosagens e a duração do uso de fármacos, diminuindo assim o risco de efeitos colaterais. O uso da massagem para a ansiedade, a depressão e a dor crônica pode ser benéfica em conjunção com um protocolo de tratamento multidisciplinar (FRITZ, 2001, p. 174).

As técnicas manuais de massagem são fisiologicamente específicas e bem definidas pelo modo de aplicação (esfregar, tracionar, pressionar); pela velocidade e a profundidade da pressão (sustentada ou lenta, rítmica, intervalada ou rápida); pela intensidade do toque (toque leve, toque profundo e uma combinação dos dois); e pela parte do corpo do terapeuta usada para aplicar as técnicas (dedos, mão, antebraço ou joelho).

As técnicas de massagem terapêutica e outros tipos e estilos de trabalhos corporais são meras variações da aplicação fundamental de manipulações, que proporcionam estimulação sensorial externa e efeitos internos. Os benefícios das técnicas são simplesmente o resultado de efeitos fisiológicos básicos desencadeados pelo estímulo tátil (FRITZ, 2001, p. 151).

Portanto, tentaremos elucidar no tópico a seguir aspectos fisiológicos básicos da massagem que podem ser útil na psicobiologia da depressão.

Efeitos Fisiológicos da massagem na depressão

É importante lembrar que quando os pacientes são tocados, a sua psique também é tocada; é literalmente impossível separar a psique do corpo. É comum que o tratamento físico seja capaz de alterar o estado psicológico do paciente, em forma de alterações de humor, de uma nova percepção da imagem corporal e em mudanças de comportamento.

Perls, fundador da psicologia da Gestalt, salientou que estimular as sensações (como por meio da massagem) e aumentar a conscientização corporal contribuem para “alimentar” a psique, promovendo uma melhor integração  entre o corpo e a mente. Darbonne, terapeuta gestaltista e rolfista, recomenda o uso da técnica de massagem para aumentar a consciência do corpo em prol do crescimento pessoal (LEDERMAN, 2001, p. 177).

Os conceitos fundamentais que explicam os efeitos da massagem terapêutica baseiam-se no princípio de que a massagem age diretamente nos tecidos moles ou fluídos corporais estimulando o sistema nervoso, o sistema endócrino, as substâncias químicas do corpo, além de sua ação como efeito placebo.

Nesta atuação da massagem sobre o Sistema Nervoso, sobre as substâncias químicas do corpo, sistema endócrino e efeito placebo, as principais informações foram encontradas no livro de Fritz (FRITZ, 2001, p. 151 a 157) intitulado: “Fundamentos da massagem terapêutica” e serão abordados conforme o autor propõe em seu livro, falando sobre a atuação da massagem em cada um dos sistemas e colocando, a seguir – após cada item – afirmações oriundas do autor sobre evidências e pesquisas que demonstraram a eficácia da massagem, por exemplo, na modificação de níveis de alguns neurotransmissores ou substâncias neuroendócrinas.

Os efeitos da massagem sobre o Sistema Nervoso

Os efeitos da massagem ocorrem através do inter-relacionamento do Sistema Nervoso Central (SNC) e periférico (e seus padrões de reflexo e múltiplos caminhos), além do sistema nervoso autônomo (SNA) e do controle neuroendócrino.

O sistema nervoso responde aos métodos de massagem terapêutica por meio da estimulação dos receptores sensoriais pelo toque. A estimulação sensorial da massagem interrompe um padrão existente nos centros de controle do SNC, resultando numa mudança de impulsos motores. Essa mudança nos impulsos motores acarretaria uma alteração da homeostase e regularia os padrões vitais e a liberação de neurotransmissores.

Pesquisas atuais apontam que a maioria dos problemas no comportamento, humor e percepção de estresse e dor, bem como outras desordens chamadas de mentais/emocionais, são causadas pela desregulação ou falta das substâncias bioquímicas. A massagem regularia esses níveis bioquímicos, melhorando os sinais de ansiedade, atenção e diminuindo os traços depressivos.

A influência da massagem nas Substâncias Neuroendócrinas

Algumas das principais substâncias químicas reuroendócrinas influenciadas pela massagem são as seguintes:

Dopamina: Influencia a atividade motora e do humor.

Serotonina: Regula o humor e reduz a irritabilidade. Também modula o ciclo de sono/vigília. Um baixo nível de serotonina tem implicação na depressão, distúrbios alimentares, problemas de dor e desordens obsessivo-compulsivas.

Epinefrina/Adrenalina e Norepinefrina/Noradrenalina: A epinefrina ativa mecanismos de excitação no corpo, ao passo que a norepinefrina funciona mais no cérebro. Elas são as substâncias químicas da ativação, da excitação, do alerta e do alarme; na resposta de luta e fuga e em todos os comportamentos e funções de excitação simpática. Se os níveis dessas substâncias químicas estão elevados, ocorre uma hiperatividade e uma hipervigilância – a pessoa pode ter um padrão de sono perturbado, em particular uma falta de sono. Com baixo nível dessas substâncias o indivíduo fica indisposto, sonolento, fatigado e subestimado.

Encefalinas/endorfinas: São substâncias que levantam o ânimo e que dão suporte à saciedade e modulam a dor. A massagem aumenta os níveis disponíveis destas substâncias. A duração do efeito da massagem, em função do esgotamento das encefalinas é de aproximadamente 48 horas.

Ocitocina: Ligada a sentimentos de atração, junto com suas funções mais clínicas durante a gravidez e lactação.

Cortisol: Um dos hormônios liberados pelas glândulas supra-renais durante períodos de estresse prolongado. Níveis elevados desse hormônio indicam aumento de estimulação simpática.

Há evidências suficientes, também, que correlacionam o estresse à depressão – o que justificaria o fato da aplicação de massagem em pacientes estressados e/ou deprimidos.

Hormônio do crescimento: Promove a divisão celular e em adultos tem sido implicado nas funções de regeneração e reparação de tecidos. A massagem dinamiza, de forma indireta, a disponibilidade do hormônio do crescimento, encorajando o sono e reduzindo o nível de cortisol.

Pesquisas tem demonstrado que a massagem terapêutica aumenta os níveis de dopamina, serotonina, encefalinas, endorfinas e a ocitocina, além de reduzir os níveis sanguíneos e salivares de cortisol. Esta informação é de grande relevância, visto que são hormônios altamente relacionados com os pacientes deprimidos.

Influências autônomas

O SNA é mais conhecido por sua regulação da resposta simpática de “luta/fuga/medo” e da resposta parassimpática de “relaxamento e restauração”. Os dois sistemas trabalham juntos para manter a homeostase do corpo.

A excessiva ativação simpática esta relacionada à maioria das doenças provenientes do estresse. O SNA é regulado por vários centros no cérebro, em particular o córtex cerebral, o hipotálamo e a medula oblonga. O hipotálamo desempenha um papel importante na conexão corpo/mente e é um dos principais componentes do sistema límbico.

O sistema límbico é um grupo de estruturas do cérebro, ativadas por excitação e comportamento emocional, que influenciam os sistemas endócrino e autônomo. As respostas límbicas são refletidas numa alteração geral do humor e em sentimentos de bem-estar e angústia.

 

 

A massagem mostrou-se efetiva na regulação dos circuitos neurais límbicos às respostas emocionais.

 

 

 

Leia mais sobre a importância da massagem para depressão no link abaixo extraído do site JundiAgora:

http://www.jundiagora.com.br/massoterapia-depressao/

A importância da interação na terceira idade

Após três meses de estágio realizado em uma casa de repouso, situada na região sul da cidade de São Paulo, resolvi escrever sobre a experiência vivenciada no local e também a importância da atuação multiprofissional nessas instituições. Durante as visitas observei uma mudança geral recorrente às atividades desempenhadas no abrigo de idosos, resultando numa sensação de bem estar para todos os moradores da intuição.

Foram aplicados exercícios simples como jogo do bingo, amigo chocolate, jogo das emoções, entre outros. Essas atividades foram pensadas e escolhidas de acordo com a demanda que a casa apresentou durante o período de caracterização realizado por nós, os estagiários.

Atuei lá com mais duas colegas de sala, ambos estávamos no sétimo semestre de Psicologia na época do estágio. Juntos desenvolvemos um trabalho de socialização e interação, do qual obtivemos resultados positivos por parte dos idosos e profissionais do local.

Essas dinâmicas adotadas amenizavam a sensação de solidão que pairava na Instituição, além de contribuírem para resgatar e estimular os órgãos dos sentidos e suas percepções e sensações adormecidas, como por exemplo, o olfato e tato que com o passar dos anos e com a chegada da terceira idade ficam comprometidos. Através destas brincadeiras podemos estimular além do físico o cognitivo desses indivíduos, o que proporcionou o contato com lembranças experienciadas durante toda a trajetória de vida dessas pessoas. Essa ação permitiu que os residentes do abrigo pudessem compartilhar suas histórias e também se identificar uns com os outros através dos relatos contados. Conquistamos com isso uma aproximação entre eles através da interação com os demais e conseqüentemente a auto percepção de cada um. Trazendo a tona seus desejos, suas vontades e o seu querer, de ser e de fazer aquilo que realmente gostam, propiciando novamente o prazer de serem componentes ativos da sua própria ânsia, colocando em suas mãos mais uma vez a tomada de decisão e o livre arbítrio.

A partir daí tivemos a consciência da importância do nosso trabalho, como profissionais da saúde, e o quanto pode significar para outras pessoas pequenas ações empregadas nas técnicas utilizadas e na forma como devemos lidar com os outros. Nesse momento nasceu à empatia que precisamos para seguir adiante, passando da teoria ouvida e lida até o momento para uma prática cotidiana.

Chegamos à conclusão de que qualquer atividade, como por exemplo, físicas, cognitivas e sensoriais, que provoque uma transformação tanto no ambiente quanto na saúde do ser humano, deveriam ser adotadas e se possível praticadas semanalmente. Além de promoverem uma sensação de relaxamento, integração e diversão auxiliam também o individuo a ter uma vida mais saudável e prazerosa, em qualquer fase ou estágio vivenciado.

Texto de Autoria de Thiago Lessa (estudante de Psicologia e também estagiário no espaço Humanits)

O peso está na cabeça? Hipnose pode facilitar o emagrecimento

Não é de hoje que alguns pesquisadores e profissionais comprovaram que a hipnose tem surtido um efeito benéfico para algumas pessoas. No material separado desta semana, terapeutas trazem uma transformação positiva alcançada através de sessões de hipnoterapia, para indivíduos com problemas em manter e controlar seu peso. Além de relatar o sucesso obtido com algumas pessoas através deste método, o material traz consigo uma explicação sobre a abordagem e como funciona uma sessão de hipnose.

Qualquer dúvida temos aqui no espaço Humanits um profissional que poderá esclarecer melhor caso necessitem de mais informações, seu nome é Rossi Junior e trabalha com a hipnoterapia há mais de 20 anos. Fiquem a vontade para nos contactar!

https://estilo.uol.com.br/vida-saudavel/noticias/redacao/2017/05/01/o-peso-esta-na-cabeca-hipnose-pode-facilitar-o-emagrecimento.htm

 

Estresse: quando a faculdade vira “máquina de moer gente”

Pesquisadores tem comprovado o quanto é desgastante a rotina de um individuo que trabalha e estuda, o pior é perceber que algumas Universidades não estão preocupadas ou pouco se importam com a saúde psicológica de seus alunos. Cobranças atrás de cobranças, avaliações desnecessárias e mal elaboradas, falhas no atendimento e na organização administrativa dessas instituições, entre outras situações desagradáveis tem agravado e aumentado mais o nível de estresses dos alunos. Trouxemos aqui uma matéria publicada no jornal da USP elaborada por um dos integrantes da equipe da Humanits, Felipe Moretti que atua no espaço com atividades de Fisioterapia, Acupuntura, Relaxamento e Orientação às pessoas com Fibromialgia. Sua pesquisa foi desenvolvida para seu trabalho de conclusão de curso (TCC) e relata uma experiência própria vivenciada e percebida no decorrer de sua trajetória acadêmica, embasada também em relatos feitos por outros estudantes. É uma questão ainda atual que deve ser refletida pelas pessoas.

http://jornal.usp.br/ciencias/estresse-quando-a-faculdade-vira-maquina-de-moer-gente/